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Boas Palavras
Matéria publicada no Zashi edição 2 - Outubro de 2007

Ame o próximo e seja feliz

Esteja disponível para servir ao outro. Por incrível que possa parecer, esse é o melhor caminho para o sucesso

(Por Roberto Shinyashiki*)

Uma das idéias que mais têm levado o profissional à acomodação é a de amar o que faz. Quando você ama o que faz, pode se tornar um prisioneiro da rotina e uma vítima da acomodação. Quando você somente se preocupa em amar o que faz, corre o risco de, em vez de olhar para o cliente, identificar-se com a calculadora que usa no escritório, com o elevador do qual é ascensorista ou com o computador que tem em cima da mesa.

Não ame simplesmente o que você faz, ame o próximo! Ame a pessoa que está à sua frente, que o procura com seus dramas e desejos. Existe um ser humano à sua frente que precisa se sentir importante. Quem trabalha com amor e por amor jamais vai tratar o outro como coisas ou como partes de uma engrenagem.

Certa vez, eu visitava um hospital e vi um médico que tratava mal uma criança. Quando tive oportunidade, fui conversar com ele sobre o ocorrido e ouvi a seguinte resposta: “Roberto, o que você quer? Com o salário ridículo que eu recebo isso é o máximo que posso dar”.

É verdade que é ridículo o salário de um médico de hospital público, como também é ridículo o que a maioria dos professores ganha nas escolas públicas. Contudo, um médico que maltrata o paciente ou um professor que humilha o aluno não merece nem sequer esse salário.

O primeiro compromisso do profissional é com o outro, e não com o salário que ganha. Ele precisa ver claramente qual é sua missão no mundo. A motivação do bom profissional vem da consciência de sua importância na vida das pessoas.

O bom professor dá uma boa aula não porque vai ganhar bem, mas porque tem consciência da sua importância na formação do aluno que está cruzando seu caminho. O cientista, dentro do laboratório, deve ter a consciência de como seu trabalho pode criar uma vida melhor para alguém que ele nunca vai conhecer pessoalmente.

Você já imaginou a motivação que precisa ter um soldado da Polícia Militar que, por um salário ridículo, despede-se todos os dias da família para enfrentar os bandidos?

Você já imaginou a motivação que precisa ter um motorista ou um cobrador de ônibus que trabalha em uma grande metrópole e ganha uma miséria para enfrentar a loucura de um dia-a-dia de trânsito?

Quando o sentido de servir é a motivação, a pessoa realiza seu trabalho com a consciência de sua importância e nem precisa receber um “muito obrigado” da pessoa que ajudou. Maurício Vergani, um grande amigo meu, certo dia me disse algo lindo: “Eu faço meu trabalho o melhor que posso porque, na verdade, não estou preocupado em agradar o meu chefe, mas em servir a Deus”.

É pouco provável que ele se sinta frustrado se alguém não agradecer seus esforços. Mas é certo que se sente mais feliz com seu trabalho do que a maioria das pessoas.

Além do mais, quem trabalha com amor no coração consegue evoluir financeiramente. Um médico que trata bem as crianças de um hospital que lhe paga pouco vai conquistar uma clientela satisfeita com seus serviços e seu consultório particular acabará ficando lotado.

Mesmo que você ganhe um salário pequeno, servindo ao próximo com competência, receberá muitas recompensas, e a melhor de todas é a convicção de estar cumprindo sua missão.



* Roberto Shinyashiki
é psiquiatra e autor de diversos best-sellers, como
"O sucesso é ser feliz".
Site: www.shinyashiki.uol.com.br

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